Comfort food ou comida que conforta; a emoção na alimentação

Comfort Food ou Comida que conforta, que desperta conforto e bem-estar ao ser consumida.Isso justamente por nos fazer lembrar de momentos especiais, seja um almoço em família, um jantar com os amigos, um piquenique ou o passeio em um parque.

Pode ser a comida da mãe, da avó, da tia, ou de alguém que é especial para você.

A essência do Comfort Food está na simplicidade dos pratos. Como o tradicional arroz e feijão, uma macarronada, uma torta ou um bolo.

Comfort food
Comfort food

A combinação dos alimentos e ingredientes e o modo como foram preparados influenciam no sabor do prato e, consequentemente, na experiência de cada pessoa.

Quanto mais semelhante for o sabor do prato servido com o que foi preparado há muito tempo atrás, melhor será a experiência da degustação para a pessoa.

Nos tempos passados, como aprendiz de cozinheira, comecei a perceber que toda comida que permanece na nossa memória, por longos tempos, envolve uma receita mais profunda do que aquelas que lemos nos livros de gastronomia nos tempos atuais.

Mesmo o prato mais simples leva mais do que a mera soma de suas partes. Ao lado dos ingredientes, histórias invisíveis vão sendo tecidas e traçam um relato de nós mesmos, o que ajuda a encontrar o nosso lugar neste mundo.

 

A verdade é que ultimamente um número muito grande de pessoas vem tendo essa mesma percepção sobre a origem dos alimentos e sai em busca de respostas.

Podemos afirmar que é o mesmo tempo que nos tira do ventre da mãe, ou que nos enruga a pele com a sua passagem.

A saliva que invade a nossa boca e o estômago que ronca ansioso pelo alimento, são além do desejo do alimento, uma fome de desejos de um alimento que alimente o corpo e a nossa alma.

Quem nunca se pegou salivando e sorrindo quando sentiu o cheiro daquele bolinho de chuva que a nossa mãe, ou a nossa vovó fazia?

Nessa hora, não são só as memórias gustativas que entram em ação, mas a sensação da companhia e ambientes de aconchego também nos envolvem.

Uma tendência gastronômica de sucesso nos EUA e praticada no Brasil, a comfort food tem mais a ver com alimentos frescos feitos em casa, que exploram a regionalidade e o carinho no preparo, além do tempo tranquilo e ambiente confortável onde fazemos a refeição.

E comer com mais tranquilidade é um grande aliado no combate à obesidade e males digestivos, como refluxo e gastrite, por exemplo.

Explorar alimentos frescos, bem preparados e cheio de boas memórias pode ser um bálsamo para o nosso bem-estar.

Você sempre se pergunta porque eu não consigo recusar quando alguém me oferece um bolinho caseiro, mesmo que eu não esteja com fome. E logo você terá a resposta: todos os momentos felizes da infância, onde a família estava reunida e alegre, havia o bolo assando no forno, e quando saia estava quentinho e cheiroso, pronto para comer à tarde.

Ou seja, as memórias e emoções gustativas podem ser exploradas beneficamente quando sabemos que consumimos determinados alimentos com esse propósito do deleite, de maneira eventual e comemorativa.

Quando passamos inconscientemente a recorrer aos alimentos na tentativa de buscar acolhimento e nos livrar da ansiedade, fazemos da comfort food uma muleta psico-emocional que pode trazer à compulsão ou ao simples ganho desnecessário de peso.

O movimento Comfort Food busca despertar emoções através do paladar, com pratos que remetam a momentos especiais vividos pelas pessoas. Não importa se esses momentos aconteceram há muito tempo ou recentemente.
Em geral, os pratos que vão relembrar cada momento são compostos por alimentos ou ingredientes que também experimentamos no dia da lembrança.

O conceito de Comfort Food é aplicado às comidas simples, fartas e que trazem memória gustativa.
Elas são capazes de elevar o ato fisiológico de comer a um estado de espírito, ou seja, são pratos que fazem sentir bem não apenas pela saciedade da fome.

 

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